Se este fosse um ano como os outros, alguns furacões já teriam se formado no Oceano Atlântico. Em 2005, por exemplo, um dos anos em que mais se registraram furacões, cinco deles já haviam atravessado o Oceano Atlântico nessa época do ano, incluindo o Katrina, um dos mais devastadores da história dos Estados Unidos.
Mas 2026 tem sido diferente. Até o dia 23 de setembro, apenas seis tempestades tropicais haviam se formado no Atlântico Norte, e nenhuma delas se intensificou a ponto de se tornar um furacão.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), esta é a primeira vez que isso acontece desde o início do monitoramento por satélite, em 1966.
"Na era dos satélites, nunca tivemos um ano sem furacões", afirmou Matthew Rosencrans, meteorologista responsável pelas previsões da temporada de furacões no Centro de Previsão Climática da NOAA. "Seria uma situação inédita."
Em grande parte, isso se deve à atual fase da "Oscilação Sul-El Niño", um ciclo de mudanças nos ventos e nas temperaturas da superfície do Oceano Pacífico que influencia padrões climáticos em todo o mundo e é considerado um dos principais fatores que determinam a atividade de furacões.
Meteorologistas afirmam que o El Niño deste ano poderá estar entre os mais intensos já registrados.
Com informações do g1
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